terça-feira, 28 de agosto de 2012

FLOCLORE E SUAS TRADIÇÕES

Folclore

Retirado do blog da professora Gina de Paula 

http://cantinhoprofessoraginadepaula.blogspot.com.br/2009/08/projeto-folclore.html
você sabe o que é Folclore?

Folclore é conjunto de tradições, conhecimentos, manifestações populares como danças, festas, superstições, crendices, lendas, músicas, adivinhações, provérbios, brincadeiras, jogos, artesanato e muito mais. Temos um folclore riquíssimo em histórias e personagens que mexem com a nossa imaginação.
A cultura de um povo é expressa através de manifestações artísticas. E quando surge do "povo nativo", recheada de elementos artísticos feitos pelo povo para o povo, é chamada de cultura popular. Pode sofrer influências de experiências com o colonizador - se este existiu - e de outros povos que participem no dia a dia deste "povo da terra", vai se misturando e modificando até que vira tradição popular.
O termo folclore vem de uma palavra criada pelo inglês WILLIAN JONH THOMAS, a 22 de agosto de 1846

FOLK - povo
LORE - conhecimento, saber

Ciência que cuida das tradições, usos e costumes dos povos. Saber do povo transmitido de geração a geração para explicar fenômenos naturais, forças desconhecidas ou para contar passagens importantes da História. As pessoas comuns de todas as raças, povos e religiões criaram mitos, lendas, danças, hábitos e tradições.
No Brasil, as fontes de folclore foram das três correntes étnicas que contribuíram para a sua formação: o português, o indígena e o negro, tornando assim uma cultura bem diversificada e rica.


Apresentação
É importante enfatizar que o Projeto “Folclore” foi concebido a partir da necessidade de resgatar, incentivar, estimular e preservar a cultura popular.

Justificativa
Este projeto visa a preservação da cultura popular e a necessidade de resgatar esta tradição. O folclore brasileiro é rico em diversidade e beleza.
A diversidade das etnias que se misturaram nessas terras e
a beleza da simplicidade dos traços representativos da nossa expressão
seja nas artes, na língua, nos modos de ser do brasileiro.
Quando trabalhar com o "folclore"?
Sempre!

Objetivo Geral
Contribuir para o desenvolvimento de ações esclarecedoras sobre a cultura, destacando que tais manifestações devem ser tratadas como patrimônio cultural e mostrar sua importância para sua preservação.

Objetivos Específicos
- Divulgar o folclore na escola.
- Conhecer a literatura e sua história.
- Preservar a diversidade cultural e divulgar essas manifestações.
- Descobrir novas formas de socialização através de jogos e trabalhos em grupo, onde as relações humanas sejam priorizadas.
- Despertar a criatividade, ampliar a imaginação, aperfeiçoar a concentração, trabalhar a timidez, exercitar a voz e entonações, valorizar o trabalho em grupo, desenvolver a coordenação motora, e valorizar trabalhos com materiais de sucata.

Desenvolvimento
“Iniciaremos nosso trabalho com a sensibilização dos alunos mostrando a forma correta do desenvolvimento do projeto”. De posse dos dados, os alunos serão divididos em grupos por turmas para a elaboração do mesmo.

Metodologia
Será realizado pelos alunos de 1º e 2º ano desta escola, no dia 21 de agosto de 200, onde apresentaremos algumas manifestações folclóricas transmitindo para todos alunos e funcionários da escola um histórico da origem dessas tradições de forma a sensibilizar os participantes, da importância de se manter viva essa cultura. O projeto pretende resgatar as culturas populares e raízes fundamentais para a melhoria da qualidade de vida do ser humano, através da CULTURA, SAÚDE e EDUCAÇÃO.

Ações

- Mural e cartazes resgatando essa cultura popular:


* Frases de Caminhão:

. Quando a galinha é boa, o pinto não falha.
. Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital.
. Nas curvas de seu corpo, capotei meu coração.
. Quem não deve, não precisa pagar.
. Quem não arrisca é porque não tem caneta.
. Em terra de cego, quem tem um olio, merda… errei!
. Macaco velho não mete…
. De pensar, morreu um burro… e aposto que ainda não entendeu!
. Em rio que tem piranha… leve camisinha!
. Deus iscrévi sértu… mas eu não!
. Devo, não pago. Nego enquanto puder.
. Beijo é igual ferro elétrico: liga em cima e esquenta embaixo.
. Se casamento fosse bom não precisaria de testemunhas.
. Para que um olho não invejasse o outro, Deus colocou o nariz no meio!!
. 70 me passar, passe 100 atrapalhar.
. Quando homem valer dinheiro, baixinho serve de troco
. Sogro rico e porco gordo só dao lucro quando morrem.
. A calunia é como carvao: quando não queima, suja.
. A mata é virgem porque o vento é fresco.
. Em casa que mulher manda até o galo canta fino.
. Em poco que tem piranha macaco bebe agua de canudinho
. Mulher é como relogio: deu o primeiro defeito, nunca mais anda direito!
. Pobre só fica de barriga cheia quando morre afogado
. Duas coisas matam de repente: vento pelas costas e a sogra pela frente
. Mulher é como lona de freio: só é boa encostada.
. Aqui jaz a minha sogra que viveu enchendo o saco, não tendo mais o que encher, veio encher esse buraco.
. Malandro é o sapo que casa e leva a mulher pra morar no brejo.
. Mulher é igual alca de caixao: quando um larga vem outro e poe a mão
. Nosso amor virou cinzas porque nosso passado foi fogo
. Navio imita tubarao; aviao imita gaviao; só meu caminhao não tem imitacao
. Você prefere duas mulheres ou uma mulher e 1/4?
. Mulher bonita e dinheiro só vejo na mão dos outros
. Estepe e mulher é sempre bom ter de reserva
. A primeira ilusao do homem comeca na chupeta
. Imbecil não tem tedio
. Casei-me com a cunhada para economizar sogra
. Carro a alcool… voce ainda vai tentar vender um
. As mulheres perdidas são as mais procuradas.
. Por falta de uma camisa nova, passei o ferro na velha.
. Televisão de pobre é buraco de fechadura.
. “As três melhores coisas no mundo:- Dinheiro;- Mulher;- Bicho de pé…”
“Por que bicho de pé? Bom, pra que adianta dinheiro e mulher se o bicho não tá de pé???”
. Existem duas coisas que não gosto : mulher gelada e cerveja quente…
. Por causa da pressa, é que a mosca nasceu sem osso.
. Perigo não é um cavalo na pista, é um burro na direção.
. Prefiro ser um bebado conhecido do que um alcoólatra anônimo
. Eu quero morrer em paz, durante o sono, como o meu avô, e não gritando aterrorizado, como os seus passageiros…
. Eu quero é rosetar. -Frase de um caminhoneiro- Então, o prefeito proibiu. o caminhoneiro retirou a frase e colocou outra: Continuo querendo
. Se não gosta do jeito que dirijo, saia da calçada.
. Se barba fosse respeito, bode não tinha chifre.

* Trava língua:

Todos os trava-línguas são propostos por fórmulas tradicionais, como : ''fale bem depressa ''; ''repita três vezes '' ; ''diga correndo '', e similares. O importante no trava-língua é que ele deve ser repetido de cor , várias vezes seguidas e tão depressa quanto possível . Lido, e devagar, perde a graça e a finalidade.

O peito do pé do pai do padre Pedro é preto.
A babá boba bebeu o leite do bebê .
O dedo do Dudu é duro
A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
Quem a paca cara compra , cara a paca pagará
O Papa papa o papo do pato .
Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia
Norma nina o nenê da Neuza
A chave do chefe Chaves está no chaveiro .
Sabia que a mãe do sabiá sabia que sabiá sabia assobiar?
Um limão , dois limões , meio limão .
É muito socó para um socó só coçar!
Nunca vi um doce tão doce como este doce de batata-doce!
O padre pouca capa tem, pouca capa compra .
Chega de cheiro de cera suja !
É preto o prato do pato preto
Bagre branco ; branco bagre
Um tigre , dois tigres , três tigres.
Três tristes tigres trigo comiam.

A ARANHA E A JARRA
Debaixo da cama tem uma jarra.
Dentro da jarra tem uma aranha.
Tanto a aranha arranha a jarra,
Como a jarra arranha a aranha.

A LARGATIXA DA TIA
Larga a tia, largatixa!
Lagartixa, larga a tia!
Só no dia em que a sua tia
Chamar a largatixa de lagartixa.

CAJU
O caju do Juca
E a jaca do cajá.
O jacá da Juju
E o caju do Cacá.

LUZIA E OS LUSTRES
Luzia listra os
Lustres listrados.

MALUCA
Tinha tanta tia tantã.
Tinha tanta anta antiga.
Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.

MOLENGA
Maria-mole é molenga.
Se não é molenga
não é maria-mole.
É coisa malemolente,
nem mala, nem mola,
nem maria, nem mole.

NÃO CONFUNDA!
Não confunda ornitorrinco
Com otorrinolaringologista,
Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco é ornitorrinco,
Ornitologista, é ornitologista,
E otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

O DESENLADRILHADOR
Essa casa está ladrilhada.
Quem a desenladrilhará?
O desenladrilhador que a desenladrilhar,
Bom desenladrilhador será !

O tecelão
Tecelão tece o tecido
Em sete sedas de Sião
Tem sido a seda tecida
Na sorte do tecelão

Atrás da Pia
Atrás da pia tem um prato
Um pinto e um gato
Pinga a pia, apara o prato
Pia o pinto e mia o gato.

Sapo no saco
Olha o sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento.

Mafagafos
Um ninho de mafagafa
Com sete mafagafinhos
Quem desmafagaguifá
Bom desmafagaguifador será.

VELHO FÉLIX
Lá vem o velho Félix,
Com um fole velho nas costas,
Tanto fede o velho Félix,
Como o fole do velho Félix fede.

TEMPO
O tempo perguntou ao tempo,
Quanto tempo o tempo tem,
O tempo respondeu ao tempo,
Que não tinha tempo,
De ver quanto tempo,
O tempo tem.

SEU TATÁ
O seu Tatá tá?
Não, o seu Tatá não tá,
Mas a mulher do seu Tatá tá.
E quando a mulher do seu Tatá tá,
É a mesma coisa que o seu Tatá tá,tá?

O Pintor Português
PAULO PEREIRA PINTO PEIXOTO,
POBRE PINTOR PORTUGUÊS,
PINTA PERFEITAMENTE
PORTAS, PAREDES E PIAS,
POR PARCO PREÇO, PATRÃO.

O Rato Roeu
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA,
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DA RÚSSIA,
O RATO ROEU A ROUPA DO RODOVALHO…
O RATO A ROER ROÍA.
E A ROSA RITA RAMALHO
DO RATO A ROER SE RIA.
A RATA ROEU A ROLHA
DA GARRAFA DA RAINHA.

O PINTO PIA
A PIPA PINGA.
PINGA A PIPA,
O PINTO PIA.
PIPA PINGA.
QUANTO MAIS
O PINTO PIA
MAIS A PIPA PINGA.

GATO ESCONDIDO
GATO ESCONDIDO
COM RABO DE FORA
TÁ MAIS ESCONDIDO
QUE RABO ESCONDIDO
COM GATO DE FORA.

O SABIÁ
Sabia que o sabiá
sabia assobiar?

PAPA PAPÃO
Se o papa papasse pão.
Se o papa papasse papa.
Se o papa papasse tudo,
Seria um papa papão.

O RATO
O rato roeu a roupa,
Do rei de Roma.
e a rainha, de raiva,
roeu o resto

Palminha
Palma, palminha,
Palminha de Guiné
Pra quando papai vié,
Mamãe dá a papinha,
Vovó bate cipó,
Na bundinha do nenê.

SABER
Sabendo o que sei e sabendo
O que sabes e o que não sabes
E o que não sabemos, ambos saberemos
Se somos sábios, sabidos
Ou simplesmente saberemos
Se somos sabedores.

Bão Balalão
Bão, babalão,
Senhor Capitão,
Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terra de mouro
Morreu seu irmão,
Cozido e assado
No seu caldeirão

Ou Bão-balalão!(variação)
Senhor capitão!
Em terras de mouro
Morreu meu irmão,
Cozido e assado
Em um caldeirão;

Lanço o laço no salão.
O lenço, lanço. A lança, não.

Tatu tauató, tatuetê taí.
Tem tanto tatu, não tem

* Cantigas de roda:

1. Balaio
2. A Barata Diz Que Tem
3. A boneca
4. A Canoa Virou
5. Brilha Brilha Estrelinha
6. Borboletinha
7. Parabéns a Você
8. A Galinha Magricela
9. O Cravo Brigou Com a Rosa
10. Alecrim
11. Comer comer
12. Coelhinho da Páscoa
13. Boi da Cara Preta
14. Cai Cai Balão
15. Lavar os dentes
16. Criança
17. Atirei o pau no gato
18. Eu sou um coelhinho
19. Adoleta
20. Sapo Cururu
21. Peixe Vivo
22. Ciranda ,Cirandinha
23. Escravos de Jó
24. Sambalelê
25. Ponha aqui o seu pezinho
26. Meu Lanchinho
27. Capelinha de melão
28. Papagaio Loiro
29. Cadê?
30. Fui no Tororó
31. Se a Rua Fosse Minha
32. Papai do Céu (Criança Vida e Luz)
33. Pézinho
34. Marcha soldado
35. Pintinho Amarelinho
36. Eu Entrei Na Roda
37. Pirulito que bate bate
38. Terezinha de Jesus
39. Teresinha de Jesus
40. Viuvinha
41. Doidas Andan as Galinhas
42. A barquinha
43. Unidunitê
44. A cobra
45. ba,be,bi,bo,bu
46. Eu Sou Pobre, Pobre
47. Eu Vi Uma Barata
48. A Mão Direita
49. Ai, Eu Entrei Na Roda
50. Pai Francisco
51. Carneirinho, Carneirão
52. Os olhos de marianita
53. A Carrocinha
54. Linda Rosa
55. Prenda Minha
56. Samba Lêlê
57. Caranguejo
58. A Barraquinha
59. 10
60. Papai Noel
61. Sapo Jururu
62. A pulga
63. Dorme Nênem
64. O Cravo e a Rosa
65. Timothy Vai À Escola
66. Feito Borboleta
67. Um, dois, feijão com arroz
68. Eu Era Assim
69. 2000
70. Ciranda Cirandinha
71. Abertura do Ben 10
72. Cachorrinho
73. Grande família
74. Nesta Rua
75. O Meu Galinho
76. Dona aranha
77. A mãozinha
78. Fui a Espanha
79. Criança quer Brincar
80. Zigge-zagge

* Adivinhas:

O que é... O que é?...
O que é um morango?
R: É uma cereja arrepiada!
Onde o Batman foi com seu bat-sapato social e seu bat-blazer?
R: Foi a um Bat-zado!
Como dizer os cinco dias da semana sem falar segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira?
R: Ontem, antes de ontem, hoje, amanhã e depois de amanhã.
O que é que quanto mais seca, mais molhada fica?
R: A toalha.
Qual a semelhança entre a nuvem e o chefe?
R: Quando eles somem, o dia fica lindo.
Harry Potter
O que é um pontinho preto em Azkaban?
R: É o Sirius Black. (Black significa preto em inglês)
E o que são três pontinhos pretos em Hogwarts?
R: É o Fofo, o cão de três cabeças que guarda a Pedra Filosofal.
Qual é a bebida que os marcianos mais gostam?
R.: Chá "marte".
O que está em cima de nós?
R.: O acento agudo.
O que é pior do que encontrar uma goiaba bichada?
R.: Encontrar meia goiaba bichada. A outra metade você já deve estar mastigando...
Qual é o contrário de paixão?
R.: Mãe-teto!
Para que se molha o pastel no leite?
R.: Para beber leite "pasteurizado".
O que a esfera disse para o cubo?
R.: Deixa de ser quadrado!
O que é que nasce grande e morre pequeno?
R.: O lápis.
O que é o que é todos tem 2, você tem 1 e eu não tenho nenhum?
R.: A letra "o" das palavras.
Por que quando o moço vai ao cinema, ele se senta na última cadeira?
R.: Porque quem ri por último ri melhor.
Quanto mais curto for, mais rápido é?
R.: O tempo.
Qual é a doença que o pneu mais pega?
R.: Pneumonia.
Como se faz para ouvir um monte de piadas?
R.: É só carregar um saco de pintinhos nas costas.
Qual é a parte do corpo que, perdendo uma letra, fica leve?
R.: A perna. Se tirar o R, fica "pena".
Por que a manga cai do pé?
R.: Porque ela não sabe descer.
O que tem no final do infinito?
R.: A letra "O".
Quem é filho do meu pai e da minha mãe, mas não é meu irmão?
R.: Eu.
Por que o abominável homem das neves nunca ganha na loteria?
R.: Porque ele é pé-frio.
O que é que tem 5.000 olhos, 6.693 pernas e 528 bocas?
R.: Eu não sei, mas deve ser muito feio.
Qual é o lugar da casa que está sempre com pressa?
R.: O corredor.
Somos todos irmãos e moramos na mesma rua, mas não na mesma casa. Quem somos?
R.: Os botões de uma camisa.
O que passa na água, mas não se molha?
R.: A sombra
Porque a coca-cola e a fanta sempre se deram bem?
R.: Porque se a fanta quebra, a coca cola.
O que é que cai de pé e corre deitado?
R.: Uma minhoca de pára-quedas.
O que é que tem na cabeça, mas não é cabelo; tem no poço, mas não é agua?
R.: "Ç".
O que é que o Brasil produz, e nenhum outro país sabe fazer?
R.: Brasileiros.
O que é que está direito quando está torto?
R.: O anzol.
O que é que nasce grande e morre pequeno?
R.: O lápis.
O que é que é surdo e mudo, mas conta tudo?
R.: O livro.
O que é que está sempre na nossa frente?
R.: O futuro.
O que é que faz um homem sério virar a cabeça?
R.: O pescoço.
O que é que tem bico, mas não pia; e tem asa, mas não voa?
R.: O bule.
O que é que fala, mas não é gente?
R.: O telefone.
O que é que mal entra em casa e já sai na janela?
R.: O botão.
O que é que quanto mais cresce, mais baixo fica?
R.: O buraco.
O que é, o que é: com ''M'' não é duro, com ''F'' produz vento, com ''G'' é uma tragada?
R.: Olé! Mole, Fole, Gole.
O que é que nasce no Rio, mora no Rio e vive no Rio?
R.: O carioca!
O que é que tem capa mas não é super-homem, tem folha mas não é árvore, tem orelha mas não é gente?
R.: O livro.
O que tem em dezembro que não existe em qualquer outro mês?
R.: As letras "D" e "Z".
O que é que tem escamas, mas não é peixe, tem coroa, mas não é rei?
R.: O abacaxi.
O que é o que é: começa com "C", termina com "U" e às vezes está sujo?
R.: O céu.
O que é que tem na água e no sal, mas não tem no tempero?
R.: A letra "a".
O que é o que é: quando estamos em pé ele está deitado, e quando estamos deitados ele está em pé?
R.: O pé!
O que é que usa 4 pernas de manhã, 2 pernas de tarde e 3 pernas de noite?
R.: O homem, pois quando é adulto usa duas pernas para andar, quando é velho usa três (bengala) e quando é criança usa quatro (engatinhando).
O que é, o que é: quando você vê um, sabe que são dois, mas na verdade são três?
R.: Quando uma mulher está grávida de gêmeos
O que é que atravessa o rio sem se molhar?
R.: A ponte.
O que aconteceu com o ferro de passar roupa que caiu da mesa?
R.: Ficou passando mal.
O que o canibal vegetariano come?
R.: A planta do pé e a batata da perna.
O que tem cabeça, mas não pensa?
R.: Alho.
O que mais pesa no mundo?
R.: A balança.
O que está no meio da Lua?
R.: A letra "U".
O que aconteceu na briga entre um dentista e uma manicure?
R.: Lutaram com unhas e dentes.
O que é cego, mudo e surdo, mas sempre diz a verdade?
R.: O espelho.
O que é que fica no meio do gol?
R.: É a letra "O".
O que o Batman faz para abrir a Bat-caverna?
R.: Ele "bat-palma".
O que as ostrinhas querem ser quando crescer?
R.: Ostronautas.
O que o tomate foi fazer no banco?
R.: Tirar extrato.
Por que o marido da viúva não pode se casar com a cunhada?
R.: Porque ele está morto.
Por que as estrelas não fazem miau?
R.: Por que "astro-no-mia".
Por que a comida foi presa?
R.: Porque matou a fome.
E onde ela foi presa?
R.: Na cadeia alimentar.
Porque o tomate não pode ser xerife?
R.: Porque ele é pele vermelha.
Sabe por que a água foi presa?
R.: Porque matou a sede.
Quem vive passando o dente no cabelo?
R.: O pente.
São sete irmãos. Cinco têm sobrenome e dois não. Quem são eles?
R.: Os dias da semana.
Quem fala errado: a Mônica ou o Cebolinha?
R.: A Mônica, pois o Cebolinha fala "elado".
Quem é maior, o Sol ou a Lua?
R.: A Lua, porque já pode sair à noite.
Qual a época mais difícil para se comprar uma passagem para a Lua?
R.: Quando a Lua está cheia.
Qual é a moeda que é campeã brasileira de futebol?
R.:O Cruzeiro.
Qual é o samba do terrorista?
R.: O-Samba Bin Laden.
Qual a parte do corpo que mais coça?
R.: A unha.
Qual a ferramenta que já se foi?
R.: A foice.
Qual o sapato que está sempre quebrado?
R.: O "tá manco"...
Qual é o contrário de titia?
R.: Tinoiti.
Qual a brincadeira predileta dos tímidos?
R.: Esconde-esconde
Qual é a comida que liga e desliga?
R.: O strog-ON-OFF (em inglês on significa ligar e off significa desligar)
Qual o vinho que não tem álcool?
R.: OVINHO de Codorna.
Qual é o doce preferido do átomo?
R.: Pé-de-moléculas.
Qual é o esporte preferido dos músicos?
R.: Lançamento de disco!
Qual o único prato que ninguém consegue fazer direito?
R.: A torta.
Rafaela tinha quatro irmãs: Lalá, Lelé, Lili, Loló e... Qual é o nome da quinta irmã?
R.: Rafaela!
Qual é a parte do corpo que, se você tirar uma letra, fica vazia?
R.: A boca. Se tirar o "B", ela fica OCA.
Qual é a pior parte do sonho e também a melhor parte de um pesadelo?
R.: Quando a gente acorda.
O que é uma molécula?
R.: É uma menina muito sapécula.
Como o elétron atende ao telefone?
R.: Próton!
Você está numa ponte. De um lado, tem um leão. Do outro, uma onça. E embaixo, vários tubarões. Como você sai de lá?
R.: Enfrente a onça -ela é pintada!
O que é o que é: tem dentes, mas não pode comer?
R.: O pente.
Qual é a orelha em que não se pode enfiar cotonete?
R.: A orelha do livro.
Você sabe qual é o segredo do fotógrafo?
R.: Quando ele revelar eu te conto!
Qual é a cor?
Qual é a cor que faz muito barulho?
R.: É a corneta.
Dois caminhões estavam voando. De repente, um caminhão parou e disse:
- Ora, caminhão não voa.
E desceu. Mas o outro continuou voando. Por quê?
R.: Ele era um caminhão pipa.
Por que os lápis não gostam de escrever na mão de pessoas grosseiras?
R.: Porque ficam desapontados.
Por que você vai para a cama quando está com sono?
R.: Porque a cama não pode ir até você!
Eram três homens no barco. O barco virou. Só dois molharam o cabelo. Por quê?
R.: Um deles era careca.
Por que dizem que Osama Bin Laden é uma galinha?
R.: Porque ele chocou o mundo.
Quem é que tem boca mas não fala?
R.: O fogão.
Como se faz para acordar em cima da hora?
R.: É só colocar o relógio embaixo do travesseiro e dormir.
Como se faz para ganhar um "chokito"?
R.: É só colocar o dedito na tomadita.
Você sabe como se fala "top less" em chinês?
R.: "Sen-xu-tian".
Tenho apenas um fósforo e preciso acender uma vela e uma lareira. O que acendo primeiro?
R.: O fósforo.
Um dia duas caixas de leite estavam atravessando a rua, passou um carro e atropelou a duas. Por que só uma caixa morreu?
R.: Porque o leite da outra era "longa vida".
Quando o relógio bate 13 vezes, que horas são?
R.: Hora de arrumar o relógio!
Você sabe quando é que o sapato ri?
R.: Quando vê graxa.

* Anedotas:

Quatro estações...
Estação de trem é onde os trens param.
Estação espacial é onde os foguetes param.
Estação rodoviária é onde os ônibus param.
Aqui em minha mesa tenho uma estação de trabalho.
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A garota conversa com a mãe.
-- Mãe, eu estou grávida...
-- Mas filha, onde você estava com a cabeça?
-- No pára-brisa, mãe...
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Coisa de loucos...
Contam que em 2003 o presidente Bush dos Estados Unidos foi visitar um asilo de loucos na Pensilvânia.
Coisa de primeiro mundo, o asilo. Tudo bem arrumadinho, bem organizado, os loucos dispostos em alas conforme a categoria. Um prédio abrigava os napoleões, outro estava cheio de latinos que se diziam Fidel Castro, uma sala com três ou quatro fernando-henriques e assim por diante. Cada maluco no seu devido lugar.
A certa altura, o diretor do hospício conduziu o presidente Bush ao maior, o mais bonito e bem decorado pavilhão e falou:
-- Presidente, este pavilhão é uma homenagem ao senhor.
O diretor abriu a porta de um enorme salão onde se encontravam mais de cem loucos, todos eles absolutamente iguais ao presidente Bush.
Ah, que beleza, suspirou o presidente. Todos querem ser iguais a mim. E foi entrando para conversar com os outros bushes.
De repente, deu-se o inesperado. Os loucos enlouqueceram e foram pra cima de Bush. Quer dizer, todos foram pra cima de todos e logo ninguém sabia quem era quem.
Depois que a segurança do presidente conseguiu acalmar a situação, sobraram quatro bushes entre os mais de trinta mortos e quase uma centena de feridos.
E a dúvida: qual dos quatro é o presidente?
A direção do hospital convocou reunião do Conselho Psiquiátrico, fez uma avaliação criteriosa e identificou, entre os quatro sobreviventes, o verdadeiro presidente Bush.
O presidente Bush se arrumou, vestiu roupa limpa e voltou para a Casa Branca.
No dia seguinte, Bush mandou invadir o Iraque.
O trabalho
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida. (Danuza Leão)
Sogra
No dia do aniversário da sua sogra dê ela o presente que ela merece: um jaguar novinho. Quando crescer, ele traça ela em dois tempos.
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Brincando de médico
A garotinha chega em casa e vai falando pra mãe:
— Mamãe, o meu namorado me levou pra casa dele e me fez brincar de médico com ele.
A mãe toma um susto, mas logo se refaz.
— O que ele foi que ele fez com você, minha filha?
— Ele entrou no quarto dele, me deixou esperando mais de uma hora na sala e depois disse que não podia me atender porque tinha que fazer uma cirurgia de urgência.
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Terapia sexual
— O meu caso, doutora, é que a minha vida sexual caiu na monotonia e na rotina e tá ficando uma coisa muito chata. Não consigo ver uma saída.
— Isso tem solução. Seja criativo, use a imaginação, descubra novas formas de seduzir e de atrair a sua mulher. Quando você chegar em casa, diga à sua mulher que vocês hoje vão brincar de médico, por exemplo.
— E como é isso, doutora?
— É assim: você deixa ela esperando uma hora e meia do lado de fora do quarto e, quando ela entrar, você resolve tudo em cinco minutos.
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Preços de consulta

Alta madrugada e o telefone toca na casa do médico. O médico, sonolento, atende o telefone.
— Alô....
— Doutor, quanto o senhor cobra por uma consulta na casa do paciente?
— Trezentos reais.
— E por uma consulta no seu consultório?
— Cento e cinquenta reais.
— Tá bem, a gente se encontra daqui a meia hora lá no seu consultório.
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No espaço
— Sabe por que a nave Colúmbia explodiu?
— ??!!
— Porque um dos astronautas clicou na barra de espaço.
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Os maiores desejos segundo a idade
Aos 4: não fazer xixi nas calças.
Aos 15: muitos amigos.
Aos 18: carteira de motorista.
Aos 20: muito sexo.
Aos 35: muito dinheiro.
Aos 40: muito dinheiro.
Aos 50: muito dinheiro.
Aos 60: sexo.
Aos 70: sexo.
Aos 75: carteira de motorista.
Aos 80: muitos amigos.
Aos 85: não fazer xixi nas calças
Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida. (Danuza Leão)
No dia do aniversário da sua sogra dê ela o presente que ela merece: um jaguar novinho. Quando crescer, ele traça ela em dois tempos.

* Supertições:

1) Ver sapato meu virado pra baixo, temo por meus pais.
2) Vestir meias ou camisas do lado do avesso.
3) Relógio parado, louça rachada ou qualquer coisa que funcionava e não funciona mais, não gosto de ver dentro da minha casa.
4) Se uma pessoa é casada e for segurar a aliança da pessoa amada ou pra nadar ou pra isso ou praquilo, por favor, não coloque na sua mão esquerda junto da sua, quem faz isso é viúvo.
5) Da minha boca não sai a palavra "desgra..", porque acredito que tenha uma energia ruim essa palavra, e está comprovado cientificamente que energia ruím atrai mais energia ruim. Saravá!
6) Pela felicidade dos ex - namorados eu sempre queimei todos os presentinhos ou cartinhas depois que o namoro acabava, como forma de "liberar" a felicidade da pessoa para outros amores, e também pra liberar a minha, principalmente.
7) Não dizer nunca que tal coisa nunca acontecerá comigo, por que se digo, sempre acontece.
8) Não cortar cabelo na lua minguante. O quê? pro meu cabelo "minguar" até não ter mais nada?
9) Acredito que se tiver um vasinho plantado com um pé de pimenta na sua casa ou escritório e essa pimenteira secar, tem que mandar rezar uma missa no local porque tem alguém te "secando" com a inveja.

* Quadrinhas:

Exemplos de quadrinha amorosas populares no Brasil:
"Trinta dias tem novembro,
abril, junho e setembro.
Vinte e oito só tem um,
os demais todos trinta e um."

"O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou"

Quero cantar ser alegre
Que a tristeza não faz bem
Ainda não vi a tristeza
Dar de comer a ninguém

Os olhos desta menina,
Às vezes gravo na areia:
Parece malacacheta
Em noite de lua cheia

O colo desta menina
É branco como algodão,
Tem a beleza das garças
Voando pelo sertão

não sois o que penso
soi aquilo que vejo
o que és?
tenho fome
o que poderia acalentar a dor
que arde em seu peito
pois o sol volta amanhã"

"Todo o resto de seu corpo
Que beleza deve ter!
Eu, mais ou menos, adivinho
Porém não posso dizer

Quando vejo esta menina,
Logo ao despontar da aurora,
Comparando mal, parece
Que eu vejo Nossa Senhora

Mandei fazer um sobrado
De vinte e cinco janela
Pra botar uma menina
Que ando com o sentido nela

Os meus olhos mais os teus
Grande culpa eles tiveram
Os teus porque me agradaram,
Os meus porque te quiseram

Palavra fora da boca
É pedra fora da mão:
Tu tens me dito palavras
De cortar-me o coração

Se eu tivesse, não pedia
Coisa nenhuma a ninguém;
Mas, como não tenho, peço
Uma filha a quem tem
A quadra iniciou o cordel,
mas hoje não é mais utilizada pelos cordelitas."

Meu sonho era poder ti ter
Mais não pude realisa-lo
me contento
em apenas poder sonha-lo

* Outras Frases:




* Crendices:

Gato preto... Amado por alguns, odiado por outros.
Na idade média, acreditava-se que os gatos pretos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando.
Acariciar um gato atrai boa sorte.
Ter um gato em casa atrai fortuna.
Qual será esta superstição...Gato preto em cima de sepultura?Eu nao sei!!!
- Jogar sabão para Santa Clara faz parar de chover.
- Chinelo ou sapato com a sola virada para cima, o pai ou a mãe podem morrer.
- Sol com chuva, casamento de viúva.
- Apontar estrela com o dedo faz nascer verruga.
- Mulher que tem o segundo dedo do pé maior que o primeiro, manda no marido.
- Cortar cabelo na Sexta-feira Santa não cresce mais.
- Vassoura atrás da porta espanta visitas.
- Sexta-feira 13 é dia de azar.
- Agosto é mês do desgosto .
- Assobiar à noite chama cobra.
- Comer manga com leite faz mal.
- Jogar sal no fogo espanta o azar.
- A pessoa que é pulada não cresce mais.
- O número 7 é o número da mentira.
- Quem passa debaixo do arco-íris vira mula - sem - cabeça.
- Quem come banana à noite, passa mal.
- Quem canta na quaresma vira mula - de - padre.
- Quem comer muito à noite terá pesadelos.
- Passar debaixo da escada é má sorte.
- Quebrar um espelho, dá sete anos de azar.
- Colocar bolsa no chão faz o dinheiro acabar.
- No mundo todo, a passagem do ano é cheia de rituais, simpatias e superstições -- e boa parte deles tem a ver com o que comemos ou bebemos (ou arremessamos) na última noite do ano:
- No sul dos Estados Unidos, acredita-se que se você comer ervilhas na ceia, terá sorte no Ano Novo. A sorte aumentará se o prato for acompanhado de repolho verde.
- Chocolate tem a fama de atrair riquezas, mas se você quer um ano cheio de sexo, nada supera uma ostra - recomendam os gregos.
- Na costa noroeste dos Estados Unidos, o pessoal come salmão para atrair coisas boas no ano vindouro.
- A tradição também diz que quem come o bolo de São Basílio, uma guloseima também conhecida como "Bolo dos Reis" é uma das favoritas. Diz a lenda que apenas a dona da casa pode fazer esse bolo redondo, e que no momento de levá-lo ao forno ela deve estar usando suas melhores roupas e jóias. Na massa que vai ao forno, há moedas e outros pequenos objetos. Antes de servir, usa-se um copo para cortar a porção central, fazendo com que o doce ganhe o formato de um anel. A porção central é oferecida ao santo e só então o bolo pode ser cortado. Aqueles que encontrarem algum "tesouro" na sobremesa terão sorte o ano todo.
- Os alemães acreditam que o primeiro alimento consumido no ano que chega devem ser panquecas.
- Os espanhóis correm contra o relógio. Segundo a tradição, durante cada uma das 12 badaladas da meia-noite come-se uma uva grande, o que garante a sorte para o resto do ano - mas só para quem lograr o intento antes que o relógio se cale.
- Já os italianos, assim como os brasileiros, acreditam que uma colherada de lentilhas é sinônimo de dinheiro no novo ano, enquanto a carne de porco, bem gordurosa, simboliza prosperidade e progresso.
- Os japoneses, por sua vez, consomem comem uma sopa chamada ozoni -- feita de arroz, massa e vegetais. É um tipo de elixir que acalma um estômago irritado e afasta os rancores.
- Um bolo embebido em licor é tradição na Irlanda, na "Noite dos Grandes Pratos" (véspera de Ano Novo). Comer porções generosas nesse dia significa, para os irlandeses, dispensa cheia o ano todo. Chamado Barm Brack, cheio de especiarias e uvas passas, normalmente, após mordido 3 vezes pelo dono da casa, é arremessado contra a porta principal. O procedimento, acreditam, afasta a fome daquele lar durante todo o próximo ano.
- Uma tradição escocesa chamada "First Footing" (algo como "primeiro a pisar") diz que a sorte que você terá no ano vindouro depende de quem for o primeiro a entrar em sua casa. Caso seja um estranho de cabelos escurso segurando um pedaço de pão, uma moeda de ouro e um pedaço de carvão, não se pode esqueçer de lhe servir uma bebida forte e um bolo de frutas embebido em uísque para ter sorte o ano todo.
- Os espanhóis fazem a contagem regressiva para o Ano Novo, comendo uvas - uma por segundo.

* Brincadeiras e Jogos:

Nós, também já fomos crianças e já tivemos nossos momentos de pura alegria guiados pela singeleza de divertimentos e brincadeiras infantis que despertaram nossos sentimentos mais nobres. Jogos e brincadeiras são atividades básicas que, contribuem para o desenvolvimento motor, emocional e social de nossas crianças, mas que também podem servir como uma espécie de laboratório, onde se praticam e se aprendem as regras da sociedade com a qual vivemos e para a qual devemos apresentar nossa parcela de contribuição, aprendendo a interagir como um "ser social" que coopera e sabe competir.
As brincadeiras e os jogos infantis contém uma série de valores que, através dos tempos, foram sendo selecionados de forma natural por diversas gerações, guardando relações de ajustamento à época e ao meio. O aprendizado desses costumes pela criança propicia além da liberação de energia, à expansão da criatividade, fortalecendo a sociabilidade e estimulando a liberdade.
BRINCADEIRAS QUE RESISTIRAM AO TEMPO:
AMARELINHA

CABO DE GUERRA




CABRA CEGA
Brincadeira que consiste em vendar uma criança que passará a perseguir outros amiguinhos que participam da brincadeira, para colocá-la em seu lugar.

PASSA, PASSARÁS
Escolher dois participantes para serem “ouro” e “prata”, respectivamente. Nenhum dos outros participantes poderá saber quem é “ouro” ou “prata”.
“Ouro” e “prata” ficam diante um do outro, de mãos dadas, formando um arco – a “ponte”. Os outros jogadores marcham, passando sob a “ponte” cantando:
“Passarás, não passarás
Algum deles há de ficar,
Se não for o da frente,
Será o de trás.”
Na palavra “trás”, “ouro e prata” abaixam os braços e aprisionam o último da fila, a quem devem fazer a seguinte pergunta:
“Quem prefere, ouro ou prata?” Conforme a resposta, o participante se coloca atrás de “ouro” ou de “prata”. A resposta deve ser dada em voz baixa, para que os outros do grupo não percebam quem é “ouro” e quem é “prata”. Novamente a ponte é levantada e o grupo recomeça a cantar, enquanto passa sob o arco.
Depois que todos forem aprisionados, formam duas filas, encabeçadas pó “ouro e prata”, que ficam de mãos dadas. Os demais jogadores, com os braços em torno da cintura do companheiro da frente, formam duas cadeias, inicia-se então a luta: cada grupo tenta obrigar o outro a transpor uma linha riscada entre “ouro e prata”. O grupo que conseguir é o vencedor.

PASSAR ANEL
Sentados numa roda o grupo tira a sorte para ver quem vai passar o anel. Todos devem unir as palmas das mãos e erguê-las na sua frente. Quem ganhou na sorte deve segurar o anel entre as palmas das mãos e passar as suas mãos pelas mãos dos componentes do grupo deixando o anel nas mãos de alguém que ele escolher, mas deve continuar fazendo de conta que continua passando o anel até o último do grupo.
Ao final pergunta a um dos participantes onde está o anel? Se este acertar ele será o próximo a passar o anel. Se errar, quem recebeu o anel é que passará, começando novamente a brincadeira.

JOGO DO FRADE
Bento, que Bento? - Frade!
Na boca do forno. - Forno!
Fazer um bolo. - Bolo.
Fazer o que seu mestre manda?
Faço, sim senhor!
Ir buscar...(qualquer coisa que se mande...). O último a chegar apanha um bolo.



* Danças folclóricas:

Desde a mais alta antiguidade, a dança esteve sempre presente. Entre os povos não letrados existe uma série de danças, como as de caça, de máscaras, guerreiras, nupciais, de iniciação, fúnebres, medicinais, de colheitas, religiosas, lúdicas, etc.
As danças folclóricas existem em quase todos os países do mundo. Muitas delas são ligadas a manifestações de culto. Outras evocam fatos épicos, acontecimentos dignos de serem periodicamente rememorados como exemplos de coesão social. Outras servem de atos propiciatórios, ou a tarefas de trabalho coletivo, ensinando a alegria da cooperação. De qualquer maneira, apresentam incomparável valor folclórico, visto que conjugam os mais diversos aspectos da vida cotidiana, associando a música ao gesto, à cor, ao ritmo, ao sentido lúdico e utilitário, à graça dos ademanes e aos atributos da resistência física em manifestações de saúde, alegria e vigor.
A dança, pode-se dizer, é um fato folclórico completo, pois possui todas as suas principais características. É a manifestação espontânea de uma coletividade, sendo portanto coletiva e aceita pela sociedade onde subsiste. Tem como cenário normal as ruas, largos, praças públicas e possui estruturação própria através da reunião de seus participantes e ensaios periódicos. As danças brasileiras, não só pela quantidade e variação, como pela sua freqüência, são as expressões mais fiéis de nosso espírito musical.
Classificação:
As danças folclóricas podem ser classificadas coreograficamente, conforme o número de participantes, em: solistas, quanto existe um só dançador, como no frevo; de par enlaçado, como a valsa; de par solto, como a chimarrita, podendo haver aquelas em que o par se enlaça e se separa conforme as marcações, ex.: ciranda, quadrilha.
Algumas danças, como as primitivas, são de roda, pois nelas os participantes fazem roda, ficando o dançador ou o par no centro, como no caso do samba de roda ou batuque. Existem ainda as que, sendo de par, os pares giram em roda, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, como o jongo. Existem também as de fileiras em que os dançadores se colocam uns atrás dos outros em duas filas que se defrontam, como na dança de São Gonçalo.

Quanto à motivação as danças podem ser:
Religiosas: Santa Cruz, São Gonçalo, Cururu.
Funerárias: Axexê.
Mímicas: quando os dançadores imitam alguma coisa.
Lúdicas: como as danças de roda das crianças.
Profanas: Fandango, Quadrilha, Jongo, Batuque, Coco.
Guerreiras: como Congada, Mouros e Cristãos.
Dramáticas: Cheganças, Maracatu, sendo algumas também de cortejo.
Quanto à movimentação, elas podem ser: tranqüilas, agitadas e frenéticas, sendo do último tipo as danças mágico-religiosas dos ritos primitivos, com os do candomblé.
As danças folclóricas geralmente são acompanhadas por instrumentos ou conjuntos instrumentais e por palmeados e sapateados, sendo que em algumas delas enquanto se canta não se dança e noutras os tocadores não dançam.
Nada melhor do que uma dança folclórica para traduzir, num esboço, a fisionomia típica de certa época ou de certa sociedade. É, pois necessário que as danças brasileiras sejam mais estudadas e protegidas a fim de defender do esquecimento nossas tradições populares.

* Lendas e Mitos do Folclore Regional Brasileiro:


A Cabeça Satânica

Dizem que este "ser" seria a própria encarnação do mal. Aparece em lugares malditos e seu nome jamais deve ser pronunciado. É uma Cabeça que persegue sua vítimas saltitando como uma bola.
A cabeça satânica é um fantasma do folclore brasileiro, é um mito difícil de determinar em que época surgiu no Brasil. É pouco conhecido no Nordeste do Brasil, apesar de aparentemente ser originário desta região. É relatado nas regiões agreste e sertão, sendo pouco conhecida nas capitais. É mais comum em Pernambuco onde há maior número de relatos. Pode estar relacionado com o mito Europeu do Lobisomem e certamente tem raízes portuguesas.

A lenda diz que se ela se detém em frente à alguma casa, nas noites de suas aparições, então é quase certo que uma pessoa ali residente morrerá ou irá contrair uma doença grave, a não ser que um padre reze uma missa e exorcize o local, ainda os moradores terão que realizar uma novena, para se livrarem do mal.

Mas, a tradição mais comum a descreve, como a cabeça do próprio demônio, que sai em noites, não importa se de escuridão total ou de lua, a perseguir andarilhos noturnos. Há uma tradição que diz que ela se apresenta à jogadores que passam as noites em casas de jogo, ao voltarem para casa de madrugada, ou à pessoas não justas que perambulam pela madrugada.

Descrevem-na como uma cabeça gigante, com cabelos e olhos de fogo, a gargalhar de forma terrível, espalhando pavor e pânico nas paragens onde passa. Para se proteger dela, devem as casas ter uma cruz benta de palha, presa do lado de fora da porta. Ela assim mesmo, chega às portas das casas, e pode-se ouvir e sentir seu horrível hálito atravessando as frestas das portas. Nessas horas, deve o morador se agarrar com um terço bento e de forma alguma abrir a porta.

É um mito muito antigo que certamente remonta à época da colonização do interior do Brasil, e é mais comum no Nordeste. Como existem vários relatos de aparições, as histórias podem variar de um local para outro.

Os relatos são assustadores. Ora descreve-se como a cabeça de uma pessoa, de cabelos compridos, olhos arregalados e amedrontadores, com um grande sorriso na face, a se deslocar rolando ou saltitando pelo chão.

Uns a descrevem como a cabeça de um cangaceiro, de feições rudes e sempre com um sorriso à contemplar quem com ela se depara. Pode surgir de repente com se fosse uma pessoa comum. Esta sempre aparece de costas para a pessoa, sempre tarde da noite, em lugares onde há pouca luz. Então aquela pessoa taciturna, de repente, se desfaz caindo no chão e aí surge a assustadora cabeça rolante.

Há relatos que a descrevem como sendo uma cabeça conduzida numa das mãos, a segurá-la pelos cabelos, por outro ser fantástico, que a solta quando se defronta com alguém para que esta possa perseguir a vítima.

É uma entidade tão temida pelos habitantes das regiões mais remotas, que a simples pronúncia do seu nome, é evitada por todos. Mesmo quanto estão a conversar sobre assombrações, evitam pronunciar tal nome, pois associam o mesmo a encarnação viva do próprio demo, e dizem que basta que ela toque em alguém para que a pessoa adoeça e morra. É portanto sinal de agouro, quando ela corre noites afora, e de repente de detém diante da casa de alguém.

O Barba Ruiva

Barba Ruiva, homem encantado, que vive na lagoa de Paranaguá, ao sul do Piauí. É alvo, de estatura regular, cabelos avermelhados. Alguns o temem, mas é inofensivo...
Homem encantado que vive na lagoa de Paranaguá, da vila do mesmo nome, ao sul da província do Piauí. É alvo, de estatura regular, os cabelos avermelhados, de tempos a tempos sai a aquecer-se ao sol e deita-se na areia à margem da lagoa. Quando ele sai da água mostra as barbas, as unhas e o peito todos cobertos de lodo e limo. Em outro tempo ele costumava aparecer freqüentemente, e muitas pessoas tiveram ocasião de se encontrarem frente a frente com ele, o que era logo sabido por todos os habitantes da vila, que, cheios de assombro, narravam o fato de boca em boca. Todos temem o Barba-Ruiva, como um ente encantado, mas é inofensivo, pois não consta que ele fizesse mal a alguém, apesar dos constantes encontros em terra.

Muitas vezes algumas pessoas que iam tomar banho ou simplesmente passear nas margens da lagoa, encontravam-se com o Barba-Ruiva e, tomando-o por outra pessoa, dirigiam-lhe a palavra; se era homem, o Barba-Ruiva não dava resposta; dirigia-se lentamente para a lagoa e desaparecia nas águas. Compreendiam então que falavam com um encantado; aqueles que tinham um pouco de coragem corriam para a vila a noticiar o caso, e os que eram medrosos aí mesmo caíam sem sentidos. Se era, porém, mulher, que se dirigia para a lagoa, o Barba-Ruiva ocultava-se para que ela se aproximasse sem receio e, logo que ela estava perto, atirava-se sobre ela, não com o fim de ofendê-la, mas de abraçá-la e beijá-la. Por isso não há mulher que queira ir sozinha à beira da lagoa.

A história da origem do Barba-Ruiva é conhecida em quase todo o sul do Piauí. O meu amigo sr. João Lustosa Paranaguá, natural da localidade, que ouviu falar por muitas pessoas nessa origem, porém, mais minuciosamente, por uma velha de nome Damiana, escreve-me a narração que dela ouviu:

"Não está vendo esta lagoa? Pois bem, é encantada e algum dia ela há de crescer tanto, que encobrirá toda esta vila e todos nós morreremos afogados. Antigamente não havia esta lagoa, em seu lugar era uma imensa mata de carnaubeiras, cortada por um riachinho. A água que a gente daqui bebia era tirada de cacimbas, cavada à beira do riacho. Numa ocasião, uma moça, tendo ido buscar água nas cacimbas, inesperadamente deu à luz a um menino, que, por não lhe convir que sua mãe soubesse e não conhecendo o amor materno, atira desapiedadamente a pobre criança em uma cacimba cheia d'água. Isto foi bastante para tornar aquele lugar encantado; logo no outro dia, as águas do riacho tinham crescido tanto que já encobriam todas as cacimbas. Em menos de uma semana aquela mata de carnaubeiras tinha sido substituída por aquela lagoa, que ameaçava de uma hora para outra engolir toda a vila, assim como já tinha engolido uma parte. Logo nos primeiros tempos era horrível a vida naquele lugar, principalmente para quem vivia perto da lagoa, porque durante a noite ouvia-se um barulho infernal saído do fundo do lago; ora era o ruído de pratos, uns contra os outros, ora o relinchar de cavalo e tudo isto acompanhado do choro de uma criança. Muitos anos depois, apareceu pela primeira vez um homem saído da lagoa, que, pela cor avermelhada de seus cabelos, apelidaram-no o Barba-Ruiva. Conheceu-se então que é o filho daquela mãe desnaturada, que o atirou na cacimba, e que foi ele o gerador daquela lagoa encantada."

O Dr. Gustavo Dodt na sua descrição dos rios Parnaíba e Gurupi, publicada no Maranhão em 1873, tratando da lagoa de Paranaguá, diz que ela ganha todos os anos mais terreno e que, segundo dizem, antigamente se achava uma vargem, onde atualmente ela se encontra; e depois de descrever o fenômeno que deu origem à fama de ser a lagoa encantada, fenômeno que é conhecido na África e Ásia sob o nome de Fatamorgana, acrescenta: "Explica-se deste modo, facilmente, que se tem visto a lagoa e a vila longe do seu lugar no meio de uma chapada, ou em outras ocasiões a lagoa no lugar da vila, ou esta na lagoa etc. A propensão do povo para o milagroso e a falta de conhecimento para poder achar uma explicação satisfatória do fenômeno fizeram pô-lo em relação com uma tradição antiga, que se refere a um infanticídio, e faz vagar pela lagoa a criança assassinada na forma de um velho com barbas brancas e assentado em uma vasilha de ouro. Já estava quase caída em esquecimento essa tradição, que uma vez tinha produzido tanto medo que grande parte da população se retirou da vila, quando ela reviveu no ânimo do povo e causou um susto extraordinário por um fato que se deu em 1854, e que me seja lícito relatar em poucas palavras. João de tal, conhecido como homem sério e incapaz de mentir, foi tomar banho na lagoa pelas duas horas da tarde de um dia, em que um sol abrasador e a falta de toda a viração tornava o calor insuportável. Escolheu um lugar onde uma gameleira frondosa oferecia uma sombra densa na margem da lagoa e assentou-se onde a água mal lhe chegou até o peito. Como logo começou a deitar água na cabeça, abaixou ele esta e não viu o que estava diante de si. Tanto maior foi o susto, quando erguendo a cabeça viu em sua frente um homem assentado como ele na água com os cabelos e barbas brancas que o olhavam. Levantou-se e correu para a vila sem lembrar-se que estava sem roupa alguma, pois veio-lhe à mente aquela tradição antiga, a que já aludi, e embora que não visse senão a miragem de si mesmo como em um espelho, deu sua fantasia a esta e todos os traços que a lenda exige e isso com tanto mais facilidade como a miragem naturalmente se mostrava pálida e embranquecida".

O Zumbi

Figura misteriosa e pouco divulgada como mito dentro do nosso folclore. Se assemelha ao guerreiro escravo Zumbi ou mesmo com o Heroi que liderou a rebelião dos Palmares Alagoanos, ora a uma figura sobrenatural que vaga pelas noites à procura de vítimas. Algumas vezes se confunde com o Saci. É um mito que explica inclusive de onde surgiu algumas expressões importantes do nosso vocabulário.

O Saci Pererê

É um duende idealizado pelos indígenas brasileiros como apavorante guardião das florestas. A princípio ele era um curumim perneta, de cabelos avermelhados, encantador de crianças e adultos que pertubava o silêncio das matas.
Em contato com o elemento africano e a supertição dos brancos, recebeu o cognome de Taperê, Pererê Sá Pereira, etc. Tornou-se negro, ganhou um gorro vermelho e um cachimbo na boca. Em alguns lugares, como às margens do rio São Francisco, adquiriu duas penas e a personalidade de um demônio rural que faz travessuras e gosta de enganar pessoas. É o famoso Romão ou Romãozinho.
Na zona fronteiriça ao Paraguai ele é um anão do tamanho de um menino de 7 a 8 anos, que gosta de roubar criaturas dos povoados e largá-las em lugar de difícil acesso. Talvez devido aos vestígios culturais trazidos pelos bandeirantes em suas andanças pelo sul do Brasil, o saci mineiro recebeu, além dessas qualidades do "Yaci-Yaterê" guarani, um bastão, laço ou cinto, que usa como a "vara de condão" das fadas européias. Sincretizado freqüentemente como o capeta, tem medo de rosários e de imagens de santos. Quando quer desaparecer, transforma-se num corrupio de vento.¹

A Mulher da Meia Noite

A Mulher da Meia-Noite, também Dama de Vermelho, Dama de Branco, é um mito universal. Ocorre nas Américas e em toda Europa.
É uma aparição na forma de uma bela mulher, normalmente vestida de vermelho, mas pode ser também de branco. Alguns dizem, que é uma alma penada que não sabe que já morreu, outros afirmam que é o fantasma de uma jovem assassinada que desde então vaga sem rumo. Na verdade ela não aparece à meia-noite, e sim, desaparece nessa hora.
Linda como é, parece uma jovem normal. Gosta de se aproximar de homens solitários nas mesas de bar. Senta com ele, e logo o convida para que a leve para casa. Encantado com tamanha beleza, todos topam na hora. Eles caminham, e conversando logo chegam ao destino. Parando ao lado de um muro alto, ela então diz ao acompanhante: "É aqui que eu moro...". É nesse momento que a pessoa se dá conta que está ao lado de um cemitério, e antes que possa dizer alguma coisa, ela desaparece, e nessa hora, o sino da igreja anuncia que é meia-noite.
Outras vezes, ela surge nas estradas desertas, pedindo carona. Então pede ao motorista que a acompanhe até sua casa. E, mais uma vez a pessoa só percebe que está diante do cemitério, quando ela com sua voz suave e encantadora diz: "É aqui que eu moro, não quer entrar comigo...?". Gelado da cabeça aos pés, a única coisa que a pessoa vê, é que ela acabou de sumir diante dos seus olhos, à meia-noite em ponto.

O Pé de Garrafa

O Pé de Garrafa é um ente que vive nas matas e capoeiras. Raramente é visto. Mas ouvem sempre seus gritos agudos ora amendrontadores ou tão familiares que os caçadores procuram-no, certos de tratar-se de um companheiro ou parente perdido no mato.
Quem viu, não quer ver!
No escuro da noite sem lua.
Por entre as árvores da mata.
Um grito ecoa.
Como um gemido agonizante.
Seus passos soam tuc, tuc, tuc, como pilão socando o chão.
Dizem matutos experientes que um Pé de Garrafa quando pega uma pessoa espanca-o drasticamente...estraçalha-o.
Pequenos e horripilantes, suas pernas são unidas numa só, tomando a forma de uma garrafa.
Morenos cor de terra, cabelos desgrenhados e bocarra na cara de mau, moram sob as locas das grandes pedras.
Se alimentam de animais e ervas.
E só aparecem a noite.
Huuuuuuu!!!!

A Bruxa

A Bruxa dos medos infantis só aparece nas ameaças noturnas quando a criança teima em não dormir. É um mito comum em todo Brasil e ora se confunde com a Cuca, ou outras figuras da noite, usadas desde os tempos antigos para controlar crianças inquietas.

A Cuca

Durma nêne/senão a Cuca verni papai foi a roça/mamãe logo vem ". Muitos brasileiros ouviram de suas mães ou de suas babás canções que falavam da Cuca. Em Minas Gerais chamam Coca. Cuca ou Coca, ainda Ticuca, como é conhecida em Pernambuco, trata-se do ente que faz parte das assombrações infantis e que aparece em todas as regiões do Brasil. É o nosso fantasma. E o nosso papão feminino que aparece à noite para amedrontar e carregar no saco as crianças que insistem em permanecer acordadas, fazendo estripulias. A maneira que descrevem-na variai embora predomine mais a idéia de alguma coisa que a própria criança possa imaginar para assombrá-la. Em Pernambuco, por exemplo, aparece coin algumas características da clássica ilustração da bruxa nos contos infantis: magra, velha enrugada, corcunda, sempre à espreita de crianças que desobedecem os pais na hora de ir para cama.
Embora a maioria a identifique como uma velha enrugada, de cabelos brancos e assanhados, muito magra, sempre ávida por crianças que não querem dormir cedo e fazem barulho, há muito mais por trás desse curioso mito de nossa cadeia folclórica.

A Lenda do Curupira ou Caipora

"Este mito que protege nossa fauna e nossa flora, que desorienta o caçador predador, que parte o machado de quem abater árvores sem necessidade.
Ele que permite através da preservação da natureza, que se preserve assim também pelo maior tempo possível a espécie humana.
Tendo em vista a preocupação da humanidade em relação à ecologia, coloca o FEFOL, do qual é o Patrono, e sua capital, Olímpia, assim como o próprio folclore, em sintonia com o planeta."
Entidade mítica de idealização folclórica de procedência tupi-guarani (de "curu"-corruptela de curumim + "pira" = corpo, corpo de menino), com ligações originárias ao homem primitivo e de atributos heróicos na proteção da fauna e da flora.
Tem como principal signo a direção contrária dos pés em relação ao próprio corpo, o que constitui um artifício natural para despistar os caçadores, colocando-os numa perseguição a falsos rastros.
Possui extraordinários poderes e é implacável com os caçadores que matam pelo puro prazer de fazê-lo;
Há, entretanto variantes, extremamente divergentes dessas idéias, onde o Curupira (e/ou Caipora, do tupi-guarani "caá", mato, e "pora", habitante), é um ser medonho e perverso: "o demônio das florestas"; na concepção pictória, "aparece" de várias formas: como um menino de corpo peludo, cabelos avermelhados e dentes verdes; como um curumim; como um duende sem cabelos e com o corpo coberto de pelos verdes; como um anão, um caboclinho, etc.
O Curupira tem para nós olimpienses uma peculiar importância por ser o patrono do FEFOL, durante a qual é incumbido de governar a cidade após receber (personificado) das mãos do prefeito a carta de mandatário e a chave simbólica do município.
É um mito existente em todo o Brasil. É um ente fantástico, demoníaco, cruel para os que não o atendem. É representado ora como mulher unípede, o Caipora-Fêmea, ora como um tapuio encantado,nu, que fuma no cachimbo, este último na área do Maranhão a Minas.
Manoel Ambrósio dá a notícia, no Nordeste, de um caboclinho com um olho só no meio da testa, descrição que nos faz lembrar dos ciclopes gregos. Também aparece no Paraná como um homem peludo que percorre as matas montado num porco-espinho.
No Vale do Paraíba, estado de São Paulo, ele é descrito como um caçador façanhudo, bastante feio, de pêlos verdes e pés virados para trás.
Outro nome do Caipora, ou Caapora, é Curupira, protetor das árvores, chamado assim quando apresenta os pés normais.
Em algumas regiões, há fusão dos dois duendes, em outras elas coexistem. O mito emigrou do Sul para o Norte, conforme conclusão dos estudiosos.
Existe na Argentina o mesmo duende, como um gigante peludo e cabeçudo. Couto de Magalhães aceita a influência platina no nosso Caipora.
Nesse conto brasileiro, o duende vira ao avesso o caçador. Também é comum, principalmente em Minas e São Paulo, o castigo de matar de cócegas aquele que não tem fumo para contentá-lo.
O Caipora, ou Pai-do-Mato, é protetor da caça e reina sobre todos os animais.
É mau espírito. Infelicita os que encontra, quando não lhe dá tremendas surras. Deparar o Caipora traz conseqüências desagradáveis.
Por extensão, passou a lenda a considerar qualquer encontro com o Caipora como causa de infelicidade. Daí caiporismo = má sorte.
O Caipora, também chamado Curupira e, em algumas regiões, Caiçara, justificado pelas lendas ameríndias, é protetor da caça e guardião dos caminhos. Em maio de 1550, dizia o Padre Anchieta que o Caiçara maltratava os índios nas brenhas, com chicotadas.
Chegava até a matá-los, à força de maltratos. Os índios, para apaziguá-lo, deixavam para ele, nas clareiras, penas de pássaros, redes, esteiras. Segundo Gonçalves Dias, Curupira é o espírito mau que habita as florestas. Descreve-o assim: 'Veste as feições de um índio anão de estatura, com armas proporcionais ao seu tamanho'. Governa os porcos-do-mato e anda com varas deles, barulhando pela floresta. O mesmo mito é encontrado em toda a América Espanhola: no Paraguai, na Bolívia, na Venezuela.
Entre os Chipaias, tribo guarani moderna, há a crença no Curupira, como sendo um monstro antropófago, gigantesco, muito simplório, conforme relato de Artur Ramos, em Introdução à Antropologia Brasileira.
Apesar de serem conhecidos o nome e o mito Curupira, no Vale do Paraíba é mais encontradiço o nome Caipora, usado até para designar gente de cabeleira alvoroçada.
Lá, é um caboclinho feio pra danar, anão de pés virados para trás, cabeludo. Viaja montado em um porco-espinho, com a cara virada do lado do rabo da montaria.
Quem vai mato a dentro, tem que se prevenir com fumo de rolo, para lhe oferecer.

O Boi-Tatá

Boitatá é uma gigantesca cobra-de-fogo que protege os campos contra aqueles que o incendeiam. Vive nas águas e pode se transformar também numa tora em brasa, queimando aqueles que põem fogo nas matas e florestas.
A causa desse mito pode ser explicada com uma reação química, ossos de animais, como bois, cavalos etc. que são ricos em fósforo branco, que é um material inflamável(diferente do fósforo vermelho que é usado como medicamento), se aglomeram em um lugar, o osso começa a se decompor, e sobra apenas o fósforo. Quando um raio ou faisca, entra em contato com os ossos semi-decompostos causa uma enorme chama.
A palavra, de origem indígena como a lenda, tem o significado de cobra (mboi) de fogo (tata), sendo Mbãetata em sua lingua original. Pensaram entao, em juntar as duas palavras (mboi e tata) para transforma-las neste mito: Boitatá.
Na obra Lendas do Sul, de João Simões Lopes Neto, há um conto com este nome que descreve bem o que seja a lenda. Há registro de que a primeira versão da história foi feita pelo padre José de Anchieta, que o denominou com o termo tupi Mbaetatá - coisa de fogo. A idéia era de uma luz que se movimentava no espaço, daí, "Veio a imagem da marcha ondulada da serpente ". Foi essa imagem que se consagrou na imaginação popular Descrevem o Boitatá como uma serpente com olhos que parecem dois faróis, couro transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas, nas beiras dos rios. Em Santa Catarina, a figura aparece da seguinte maneira: um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".

A Matinta-Pereira

-Firifififiuuuuuu....................
- É ela, a Matinta Pereira...!
-Olha, Matinta, deixa a gente descansar e amanhã podes passar aqui pra pegar tabaco!
No dia seguinte uma velha aparece na residência onde a promessa foi feita, a fim de apanhar o fumo. A cena descrita podia acontecer no subúrbio de Belém há alguns anos, ou ainda hoje, no interior do Pará e de toda a Amazônia.
Mas... quem ou o que é a Matinta Pereira?
Matinta Perera, Matinta Pereira, MatiTaperê, Mat-Taperê, Matim_Taperê, Titinta-Pereira são algumas formas de grafar este mito que se apresenta principalmente como sendo uma velha acompanhada de um pássaro. O pássaro emite um assobio agudo, à noite, que perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, ocasião em que se oferece tabaco ou fumo para que ela vá embora e não assombre ninguém.
A velha, uma pessoa idosa do lugar, carregaria a sina de virar Matinta Perera, ou seja a sina de à noite, transformar-se em um ser indescritível, a meter medo e assombrar as pessoas.
A Matinta Perera pode ser de dois tipos: com asa e sem asa. A que tem asa pode se transformar em um pássaro a voar nos cercanis do lugar onde mora. A que não tem asa, anda sempre com um pássaro considerado agourento, identificado como sendo "rasga-mortalha". Dizem que a Matinta Perera, quando está para morrer, pergunta:
- Quem quer? quem quer?
E se alguém mais afoito, principalmente mulher disser "eu quero", pensando se tratar de alguma herança de dinheiro ou jóias, recebe na verdade a sina de virar Matinta Perera. Há fórmulas mágicas que permitem prender a Matinta Perera. Uma delas exige uma tesoura virgem, uma chave e um terço. Cerca de meia noite deve-se abrir a tesoura, enterrar na área, colocar no meio a chave e o terço por cima, após o que rezam-se orações especiais. A Matinta Perera ficará presa no local, não conseguindo afastar-se.
O livro "Visagens e Assombrações de Belém" Walcyr Manteiro narra a história "A Matinta Perera do Acampamento", ocorrida na década de sessenta, na qual uma Matinta Perera foi presa pela fórmula e levada pelos habitantes ao Posto Policial, onde foi feita a acusação de que a mulher virava "Matinta Perera", ante os policiais incréduos. Mas naquela época - como até hoje - não se configurava crime em lei, "virar" Matinta Perera, e a mulher ganhou a liberdade, voltando como vingança a azucrinar a paciência dos moradores do Acampamento com seus estritentes assobios:
- Firifififiuuuuuuuu.....................

O Lobisomem

Criatura metade homem e metade lobo. De acordo com a lenda se alimentava de crianças. Lenda Européia, mas hoje comum em todo mundo.Este mito não é exclusivamente brasileiro. Conta a história de um homem que por algum motivo foi mordido por um lobo e ao invés de morrer adquiriu a capacidade de transformar-se em um ser monstruoso, com características de lobo e de homem, e que ataca as pessoas nas noites de lua cheia. Há uma outra história a respeito do lobisomem: seria uma maldição para o sétimo filho de uma mesma mulher. Aos 13 anos ele começaria a se transformar no tal monstro e o encanto só se quebra quando alguém se aproximar dele sem que ele veja bater na cabeça do monstro.

A Mula-sem-Cabeça

A mula-sem-cabeça é uma lenda do folclore brasileiro, a sua origem é desconhecida, mas bastante evidenciada em todo Brasil.
A mula é literalmente uma mula sem cabeça e que solta fogo pelo pescoço, local onde deveria estar sua cabeça, possui em seus cascos, ferraduras que são de prata ou de aço e apresentam coloração marrom ou preta.
Segundo alguns pesquisadores, apesar de ter origem desconhecida, a lenda fez parte da cultura da população que vivia sobre o domínio da Igreja Católica.
Segundo a lenda, qualquer mulher que namorasse um padre seria transformada em um monstro, desta forma as mulheres deveriam ver os padres como uma espécie de “santo” e não como homem, se cometessem qualquer pecado com o pensamento em um padre, acabariam se transformando em mula sem cabeça.
Segundo a lenda, o encanto somente pode ser quebrado se alguém tirar o freio de ferro que a mula sem cabeça carrega, assim surgirá uma mulher arrependida pelos seus “pecados”.

Chibamba

Fantasma do ciclo das assombrações criadas para assustar crianças, para fazer parte dos seus pesadelos noturnos. É do sul de Minas Gerais. Amedronta as crianças que choram, as teimosas e as malcriadas. Anda envolto em longa esteira de folhas de bananeira, ronca como se fosse um porco e dança de forma compassada enquanto caminha; às vezes gira.
O nome é um vocábulo africano, Bantu na verdade, e teria como significado uma espécie de canto ou dança africana à exemplo do Lundu[1].
Há uma quadrinha que diz:
Êvém o Chibamba, nêném, ele papa minino, cala a boca!...
O Chibamba vestido de folhas de bananeira e dançando, lembra a África de onde o nome é originário. Em Angola e Congo ainda os negros, em suas tradições festivas e folclóricas, dançam vestindo elaboradas roupas feitas de folhas, ramos e galhinhos de plantas locais.

Romãozinho

Eis a lenda de um menino que era a maldade em pessoa. Era tão ruim que cometeu falso testemunho contra a própria mãe; então foi amaldiçoado...
Era um menino filho de lavrador, e já nasceu vadio e malcriado. Adorava maltratar os animais e destruir plantas, sua maldade já era aparente.
Um dia, sua mãe mandou-o levar o almoço do pai que estava num roçado trabalhando. Ele foi, de má vontade é claro.
No meio do caminho, comeu a galinha inteira, juntou os ossos, e levou para o pai. Quando o velho viu o monte de ossos ao invés de comida, perguntou que brincadeira sem graça era aquela.
Romãozinho, ruim como era, querendo se vingar da mãe, que tinha ficado em casa lavando roupa, disse:
- Foi isso que me deram... Acho que minha mãe comeu a galinha com um homem vai lá quando o senhor não tá em casa, aí mandaram os ossos...
Louco de raiva, acreditando no menino, largou a enxada e o serviço, voltou para casa, puxou a peixeira e matou a mulher.
Morrendo a velha amaldiçoou o filho que estava rindo:
- Não morrerás nunca. Não conhecerás céu ou inferno nem descansarás, enquanto existir um único ser vivo na face da terra.
O marido morreu de arrependimento. Romãozinho sumiu, rindo ainda.
Desde então, o moleque que nunca cresce, anda pelas estradas, fazendo o que não presta; quebra telhas a pedradas, assombra gente, tira choco das galinhas. É pequeno, pretinho como o Saci, vive rindo, e é ruim.
Não morrerá nunca enquanto existir um humano na terra, e como levantou falso testemunho contra a própria mãe, nem no inferno poderá entrar.

A Lenda do Quibungo
Trata-se de uma variação do Tutu e da Cuca, cuja principal função era disciplinar, pelo medo, as crianças rebeldes e relutantes em dormir cedo.

Muita gente nunca ouviu falar no quibungo, mas antigamente os supersticiosos diziam que ele existia e era um bicho muito esquisito.
Os velhos escravos, jurando muitas vezes que já tinham visto o quibungo, assim o descreviam: é um bicho meio homem, meio animal; tem uma cabeça enorme e um grande buraco bem no meio das costas. Esse buraco se abre quando o quibungo abaixa a cabeça e se fecha quando a levanta:
— E que fazia o quibungo?
— Que fazia? Pois fazia muita malvadeza, carregando as crianças que encontrava no seu caminho.
Ao ouvir de pai João, essas palavras as crianças que o rodeavam puseram-se a rir, não acreditando em nada do que ele estava contando.
— Pois não é mesmo para nhonhozinho acreditar... Isso tudo é brincadeira de negro velho, para ir matando o tempo...
— Conte, pai João, conte a história do quibungo, pediram as crianças. Conte só mais essa!
Pai João começou a contar a história que ele ouvira, quando criança, de seus pais, lá bem longe na sua terra, sob o teto de uma palhoça... Terra que ele nunca mais pudera ver; palhoça que lhe vinha à lembrança vagamente, entre sombras de palmeiras...
— E seus pais?
— Deus levou...
De olhos muito baços, úmidos sempre, com a voz trêmula e arrastada, Pai João foi contando:
— Quibungo, bicho danado, carrega as crianças! Abaixa a cabeça, abrindo o buraco das costas e dentro vai jogando as que pode pegar...
Pois um dia, um homem que tinha três filhos saiu de casa para ir trabalhar.
Em casa ficaram os três filhos e a mulher.
Fcaram muito sossegados, os meninos brincando, a mãe cuidando da comida.
Mas o quibungo andava ali por perto, rondando a casa, à espera da hora em que pudesse chegar sem perigo e carregar os três meninos.
Mal viu sair o dono da casa e percebeu que as crianças se distraíam com seus brinquedos e a mulher cuidava do serviço, foi se chegando até à porta e perguntou, cantando:
— De quem é esta casa, auê
Como gerê, como gerê, como erá?
Ouvindo aquele canto tão feio, a mulher logo percebeu que era o quibungo. Então, com muito medo, ela fez o que era preciso. Respondeu ao bicho também cantando:
— A casa é de meu marido, auê
Como gerê, como gerê, como erá?
A resposta agradou ao quibungo, que perguntou:
— De quem são esses meninos, auê
Como gerê, como gerê, como erá?
A mulher respondeu, a tremer de susto:
— Estes meninos são meus filhos, auê
Como gerê, como gerê, como erá?
Sempre cantando, o quibungo disse que queria carregar os três meninos.
Era inútil à mulher tentar resistir, porque ninguém podia com o bicho.
Então ela, também cantando, mas com lágrimas nos olhos, pelo amor dos filhos repondeu que o quibungo podia levá-los...
Mais que depressa ele abaixou a cabeça, abrindo o buraco das costas, onde jogou os três meninos, que desapareceram no mesmo instante. Levantou em seguida a cabeça e o buraco se fechou.
Então o quibungo perguntou de quem era a mulher.
Prevendo seu triste fim, ela respondeu que era de seu marido, e o quibungo resolveu carregá-la também.
Mas na hora em que avançou para a mulher, chegou o dono da casa, com uma espingarda, arma de que o quibungo tem medo como ninguém.
Vendo o homem armado e pronto para dar-lhe um tiro, o quibungo não sabia como fugir. Correu para um canto da casa, a ver se podia sair pela porta do fundo. Mas não havia outra porta, nem janelas, porque a casa só tinha a porta da frente.
Vendo-se perdido, o quibungo cantou:
— Arrenego desta casa, auê
Que tem uma porta só, auê
Como gerê, como gerê, como erá...
O dono da casa não quis saber de cantigas com o quibungo.
Ficou em pé no meio da porta, para que o bicho não pudesse fugir. Com toda a calma, apontou a espingarda bem na cabeça do quibungo, que nem se mexia de tanto medo. E contou: um, dois e... três!
O tiro foi tão forte que a palhoça tremeu.
O quibungo nem teve tempo de soltar um gemido.
Então, o homem, com um facão, abriu o buraco das costas do quibungo, salvando a mulher e os três filhos.
Entrou por uma porta e saiu por um canivete; mandou o rei, meu senhor, que conte sete.

A Besta Fera

Este mito, é uma mistura do mito da Mula-Sem-Cabeça e Lobisomem. Não se sabe ao certo de onde sai essa criatura. Acredita-se que na verdade trata-se do próprio Demônio em pessoa, que sai das profundezas em noites de Lua cheia e corre pelas ruas dos povoados e pequenas cidades, só parando quando chega no cemitério da cidade, quando simplesmente, desaparece.
Seria um ser fantástico metade homem metade cavalo. O barulho dos seus cascos correndo é motivo mais que suficiente para as pessoas se trancarem em suas casas nesses dias.
Por onde passa, uma matilha de cachorros, e ouros animais o acompanham numa algazarra infernal. Vez por outra ele açoita os cachorros e os ganidos são pavorosos.
Quando ele pára na porta de uma casa, dá para ouvir sua respiração demoníaca e nessa hora, a pessoa deve rezar o "Credo" para que ele siga seu caminho. O animal que se atreve a chegar mais perto é açoitado sem piedade.

A Cidade Encantada de Jericoacoara
Lenda de
Alguns habitantes da cidade de Jericoacoara, no Ceará, afirmam que, debaixo do morro do farol local, existe uma cidade encantada, onde mora uma linda princesa.
Perto da praia, quando a maré está baixa, há uma furna onde só se pode entrar agachado. Esta furna de fato existe. Só se pode entrar pela boca da caverna, mas não se pode percorrê-la, porque, está bloqueada por um enorme portão de ferro.
A cidade encantada e a princesa estariam além daquele portão. A encantadora princesa está transformada, por magia, numa serpente de escamas de ouro, só tendo a cabeça e os pés de mulher.
De acordo com a lenda, ela só pode ser desencantada com sangue humano. Assim, no dia em que alguém for sacrificado junto do portão, abrir-se-á a entrada para um reino maravilhoso. Com sangue será feita uma cruz no dorso da serpente, e então surgirá a princesa com toda sua beleza, cercada de tesouros inimagináveis, e a cidade com suas torres douradas, finalmente poderá ser vista. Então, o felizardo responsável pelo desencantamento, poderá casar com a princesa cuja beleza é sem igual nesse mundo.
Mas, como até hoje não apareceu ninguém disposto a quebrar esse encanto, a princesa, metade mulher, metade serpente, com seus tesouros e sua cidade encantada, continuam na gruta a espera desse heroí.

O Papa Figo

Personagem muito popular, que sofre de uma terrível doença, cuja cura é o fígado de crianças. Por isso dá presentes às crianças para atraí-las. Lembra o mito Europeu do Velho do Saco. Essa versão do Papa Figo foi primeiro relatada no Nordeste, na cidade de Recife, Pernambuco.
Quem era esse papa-figo tão falado? Aonde vivia? Em que se ocupava? Na cidade, toda gente ficava encolhida de receios quando se falava no nome do enfermo que só comia fígado de menino. Toda gente? Sim: os homens e mulheres não escondiam preocupações de resguardar os filhos pequenos da possibilidade de alguma tragédia sempre em ponto de ocorrer. Então, os meninos, estes habitavam o reino do eterno medo, subjugados todos eles pela idéia do monstro desnaturado que não lhes respeitava a integridade física. Vez por outra circulava a notícia apressada de que desaparecera aquela criança da rua da Medalha ou a outra da rua da Tesoura, da estrada do Carro ou da rua da Viração, da rua da Gameleira ou do Jaguaribe — e era de notar o espanto geral que a novidade despertava entre a gurizada atenta na marcha desses acontecimentos tão desagradáveis.
Sabia-se que o papa-figo residia em lugar não identificado. Porém se desconfiava com justas razões de que essa moradia ficava para as bandas da Matança. Lá para os lados de Joca da Boa Sentença. O bruxo montava guarda a todos os enterros, fixava bem as sepulturas das crianças, a fim de que, nas horas silenciosas, entrasse com o jogo velho: abria o caixão e dele retirava o cadáver, levando-o para a sua macabra oficina de operações. Depois de extrair o fígado, largava o morto, isto é, voltava com ele ao ombro e deixava-o novamente na catacumba. Mostrava cuidados em não revelar o menor sinal de sua passagem de insaciável comedor de fígado humano. Tinha-se conhecimento disso e daí as famílias entrarem em conversas com Germino Barreto, que era o administrador do cemitério, pessoa digna e em quem se podia confiar.
O papa-figo sofria de mal incurável. Falava-se que era chagado pelo corpo todo. Não tinha mais pele. E as dores que experimentava eram cruciantes, diminuindo apenas quando o enfermo comia fígado — e fígado de menino. Porque dos outros, pertencentes aos homens, não tinham mais vitalidade, fígado que perdera a força e, portanto, se fazia imprescindível continuar na trilha que tanto perturbava a existência das crianças. E o papa-figo adotava a sua política; para não ser injusto, apenas restringia a caça aos meninos mal-comportados, aqueles que eram desobedientes, teimosos e chorões. Os gordos mereciam maior cobiça. Enfim, no frigir dos ovos, o que viesse na rede servia, era sempre peixe.
E a realidade é que no mundo impossível das crianças paraibanas havia disciplina e ordem desde que fosse invocado o poder extraordinário do fantasma tão odiento quanto malsinado.

A Cabra-Cabriola (Bicho Papão)

A Cabra Cabriola (Bicho Papão), era uma espécie de Cabra, meio bicho, meio monstro. Sua lenda em Pernambuco, é do fim do século XIX e início do seculo XX.
Era uma Bicho que deixava qualquer menino arrepiado só de ouvir falar. Soltava fogo e fumaça pelos olhos, nariz e boca. Atacava quem andasse pelas ruas desertas às sextas a noite. Mas, o pior era que a Cabriola entrava nas casas, pelo telhado ou porta, à procura de meninos malcriados e travessos, e cantava mais ou menos assim, quando ia chegando:
Eu sou a Cabra Cabriola (Bicho Papão)
Que como meninos aos pares
Também comerei a vós
Uns carochinhos de nada...
As crianças não podiam sair de perto das mães, ao escutarem qualquer ruído estranho perto da casa. Podia ser qualquer outro bicho, ou então a Cabriola, assim era bom não arriscar. Astuta como uma Raposa e fétida como um bode, assim era ela. Em casa de menino obediente, bom para a mãe, que não mijasse na cama e não fosse traquino, a Cabra Cabriola (Bicho Papão), não passava nem perto.
Quando no silêncio da noite, alguma criança chorava, diziam que a Cabriola estava devorando algum malcriado. O melhor nessa hora, era rezar o Padre Nosso e fazer o Sinal da Cruz.

A Lenda do Mapinguari

O Mapinguari é um ser do mundo das fadas da selva Amazônica. Uma espécie de “monstro” lendário que muito se aproxima a um grande macaco de longa pelagem castanha escura. Sua pele assemelha-se ao couro do jacaré, com garras e uma armadura feita do casco da tartaruga. Seus pés têm formato de pilão e com uma boca tão grande que em vez de terminar no queixo estende-se até a barriga. É quadrúpede, mas, quando em pé, alcança facilmente dois metros de altura. O Mapinguari, também é conhecido pelos nomes de pé de garrafa, mão de pilão e juma. A lenda sobre a “besta malcheirosa” é uma das mais difundidas pelos indígenas. A simples menção ao nome do Mapinguari é suficiente para dar calafrios na espinha da maioria daqueles que habitam a floresta. Os cientistas que foram à Amazônia em busca do Mapinguari não tiveram sucesso. Entretanto, o ornitólogo estadunidense David Oren, ex-diretor de pesquisa no Museu Emílio Goeldi, em Belém, acredita que a lenda do Mapinguari é baseada no contato de humanos tiveram com os últimos representantes de preguiças-gigantes que habitavam o solo, que talvez ainda existissem na Amazônia. Procurou-os por mais de vinte anos, sem resultado. Seria um mamífero pré-histórico, de mais de 12 mil anos, remanescente dos antigos bichos preguiça gigante. Talvez seja o último representante da fauna gigante da Amazônia brasileira. Outros acreditam na origem do monstro num velho pajé amaldiçoado e condenado a viver para sempre vagando pelas selvas e nessa forma aterrorizante. Outros, ainda, justificam sua origem em índios com idade avançada e que foram desprezados por suas tribos. Foram coletados relatos de índios em pontos remotos da mata nos estados de Rondônia, Amazônia e Pará, bem como de garimpeiros, nativos que avistaram a fera, com mais freqüência durante o dia. Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Relatos outros informam que ele só aparece nos dias santos e feriados. Sua presença na floresta é marcada por gritos e um rastro de destruição. Os relatos são semelhantes e afirmam que ao depararem com o tal Mapinguari o mesmo assume postura bípede e ameaçadora, exibindo suas robustas garras. Nos relatos de alguns índios a confirmação da eliminação de um fedor que dizem originar-se na barriga. Ao andar pelas selvas, emite um grito semelhante ao dado pelos caçadores. Se um deles se encontra perto, pensando que é outro caçador e vai ao seu encontro, acaba perdendo a vida: O Mapinguari, segundo informações jornalísticas, teria devorado vários indígenas no estado do Acre nos anos 80. Segundo alguns cronistas, o Mapinguari se alimenta apenas da cabeça das pessoas. Segundo outros, devora-as por inteiro, arrancando-lhes grandes pedaços de carne, mastigando-as como se masca fumo. Contam também histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores, porém o Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores felizardos que conseguem sobreviver muitas vezes lamentam a sorte: ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de suas vidas. Se pretenderes ir ao interior para conhecer as belezas da floresta amazônica, vai, mas com muito cuidado. Pois, além das belezas podes dar de frente com uma de suas assombrações, como o Mapinguari. Fontes do texto: Painel de Mitos e Lendas da Amazônia - Franz Kreuter Pereira e vários sites destacando-se: Wikipédia. Mapinguari Os rios e as matas, acredites ou não, revelam encantarias e escondem assombração. Da Amazônia formosa, feio igual, nunca vi, é a “besta malcheirosa”, batizada de Mapinguari. Como um grande macaco, com boca até a barriga, e de pelo castanho escuro. Nas costas uma armadura de casco de tartaruga e, na testa, só um olho. Pé de garrafa, mão de pilão, feio igual, nunca vi é monstro, é assombração, batizada de Mapinguari. Se foste preguiça gigante, índio ou pajé feito escória, não importa ao errante, enfrentá-la por suposta glória, pois as lendas carecem de gente, para contar a história.

A Mãe-Dágua - A Iara

Iara é um ser, metade peixe, metade mulher, que vive nos rios. Esta Lenda é muito comum na região Amazônica. Segundo pesquisadores, esta lenda surgiu entre os indios e passou a fazer parte principalmente da vida das populações ribeirinhas, onde muitas dessas pessoas são descendentes de índios ou estão muito próximas da cultura indigena, passando a ser influênciadas direta ou indiretamente. Segundo a Lenda, as pessoas, principalmente homens, sempre eram atraidos pela beleza irresistível da Iara, uma linda india com cabelos longos pretos, corpo muito bonito, e com uma música mágica leva as pessoas para o fundo das águas, onde existe o seu reino.
Iara, álem de possuir um belo canto, também contava com a sua beleza, podendo ao sair da água assumir a forma humana de uma mulher.

A Lenda da Cobra Grande, ou Cobra Norato

“A serpente está dentro do Homem, é o intestino. Ela tenta, trai e pune.” Vitor Hugo
Um dos mitos do Amazonas, que aparece sob diferentes feições. Ora como uma cobra preta, ora como uma cobra grande, de olhos luminosos como dois faróis. Os caboclos anunciam sua presença nos rios, lagos, igarapés e igapós com a mesma insistência que os marinheiros e pescadores da Europa acreditam no monstro de Loch-Ness.
A imaginação amazônica, mais floreada e portentosa, criou para o nosso mito propriedades fantásticas: a boiúna pode metamorfosear-se em embarcação de vapor ou vela e ir da forma de ofídio à navio, para mais trair e desorientar as suas vítimas. Esta cobra, possui diferentes formas encantatórias, conformes dados colhidos entre a população ribeirinha. Acreditam até, que alguns igarapés foram formados pela sua passagem que abre grandes sulcos nas restingas, igapós e em terra firme.
Na Amazônia, ela toma diversos nomes: Boiúna, Cobra Grande, Cobra Norato, Mãe D Água, entre outros, mas independentemente de seu nome, ela é a Rainha dos rios Amazônicos e suas lendas podem ter surgido em virtude do medo que provoca a serpente d água, que devora o gado que mata a sede na beira dos rios.
A Cobra-Grande ou a Boiuna, sobe os rios, entra nos igarapés, devassa os lagos, onde cantam a sua área de beijos os nenúfares opalizados pela luz do luar, transformada em majestoso, todo iluminado e fascinante, que atrai o caboclo extasiado pela sua irradiosa aparição.
Diz a lenda, que Waldemar Henrique, em verso e música traduziu, que uma vez por ano a Boiúna saía de seus domínios para escolher uma noiva entre as cunhãs da Amazônia. E, diante daquele enorme vulto prateado de luar que atravessava vertiginosamente o grande rio, os pajés rezavam, as redes tremiam, os curumins escondiam-se chorando, enquanto um imenso delírio de horror rebentava na mata iluminada...
"Credo! Cruz!
Lá vem a Cobra Grande
Lá vem Boiuna de prata...
A danada vem à beira do rio
E o vento grita alto no meio da mata!
Credo! Cruz!
Cunhatã ter esconde
Lá vem a Cobra Grande
á-á...
faz depressa uma oração
prá ela não te levar
á-á...
A floresta tremeu quando ela saiu,
Quem estava lá perto, de medo fugiu
e a Boiuna passou tão depressa,
Que somente um clarão foi que se viu...
A noiva cunhatã está dormindo medrosa,
Agarrada no punho da rede,
E o luar faz mortalha em cima dela,
Pela fresta quebrada da janela..
Eh! Cobra-Grande
Lá vai ela!..."
Em mitos e crenças antigas, era muito comum a afirmação de que as cobras buscavam as mulheres para engravidá-las e acreditava-se também, que a partir da primeira menstruação, as jovens índias virgens estavam particularmente sujeitas a atraírem "o amor de uma serpente", por este motivo, elas evitavam de irem ao mato ou a beira de um rio, quando menstruadas.

A Lenda da Vitória Régia

Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.
Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, cavalgava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.
Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem do deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem india, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas."

A Missa dos Mortos

João Leite assistiu a uma missa dos mortos.
Morando da sacristia do templo, cuja conservação lhe era confiada, achava-se deitado altas horas quando ouviu bulha na capela.
Era uma daquelas noites frias e chuvosas de Ouro Preto, quando em Minas começa o tempo das águas.
Estava com a cabeça debaixo do cobertor e todo encolhidinho para esquentar-se melhor. Ouvindo os rumores, descobriu-se e viu na nave uma claridade desusada. Seriam ladrões? Mas o templo era pobre e qualquer ladrão por mais estúpido, saberia que a capela das Mercês não dispunha de prataria, nem de qualquer coisa que valesse um sacrilégio.
Enfim, tudo pode acontecer… Estava ainda nessas cogitações quando ouviu, distintamente cantado por vozes estranhas, o "Deus nos salve" do começo da ladainha. Ergueu-se e, com uma coragem de que ele próprio não se julgaria capaz, encaminhou-se pelo corredor até a porta que dava para a capela-mor.
Penetrando por ela, verificou que a igreja estava toda iluminada, com os lustres acesos. E apinhada de fiéis. No altar-mor, um sacerdote devidamente paramentado, celebrava a missa. João Leite estranhou a nuca do padre, pelada, lisa e branca; não se lembrava de calvície tão completa no clero de Ouro Preto, que ele bem conhecia.
Os fiéis que enchiam a nave trajavam de preto. Entre eles, alguns homens de cogula, algumas mulheres de hábito da Irmandade das Mercês. Todos ajoelhados e de cabeça baixa. Quando o celebrante voltou-se para dizer o Dominus vobiscum, o zelador viu que o religioso tinha uma simples caveira em lugar da cabeça.
Assustou ainda mais com aquilo e, reparando melhor nos assistentes, agora de pé, constatou que os mesmos não passavam de esqueletos vestidos. Então, correu para a porta ao lado. Essa porta que dava para o cemitério do adro e, por inútil, vivia fechada com tranca e tramela, estava agora escancarada para a noite chuvosa, batida pela ventania.

O Negrinho do Pastoreio

O Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.
Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros recém-comprados. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. ‘‘Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece’’, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.
Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.



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